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RESUMOS DOS RELATOS DO LIVRO «LAÇOS DE FAMÍLIA» DE CLARICE LISPECTOR

O livro de relatos da Clarice Lispector «Laços de Família» foi a leitura correspondente à primavera do clube de leitura santengracia. Sandra Freire envia-nos os seguintes resumos dos contos do livro.

“A imitação da rosa”

Laura, personagem protagonista, está a aguardar pelo seu marido para irem ver uma amiga chamada Carlota.

Os pensamentos que Laura tem durante a espera são matéria literária.  Laura pensa sobre as regras que deve cumprir no encontro com a colega, como deve comportar-se, como deve pensar e mesmo como deve sentir. Podemos dizer que na sua forma de pensar há um constante reflexão sobre o seu dever o qual na sua vida trata de cumprir, embora sejam uns deveres contraditórios.

A relação com a amiga, Carlota, deixa-nos ver como é Laura e os seus problemas.  Da amiga Laura pensa que é “original”, não segue as regras necessárias para ser perfeita, ela trata o marido da protagonista de igual.  Aliás a relação com esta colega é pouco conflitiva porque Laura aceita tudo com resignação, no caso da relação com o marido, Laura trata de ser especialmente correcta, no entanto o marido com ela é indiferente e mesmo grosseiro.

No final do conto, Laura tem uma série de pensamentos encontrados sobre se deve ou não dar as rosas que comprara a Carlota.  Laura gosta especialmente das rosas mas estas chegam a incomodá-la porque olhar as rosas faz que ela seja consciente de que as rosas duma realidade que não lhe pertence.  Na história as rosas são símbolo da perfeição e serve para uma comparação com Laura que ante elas vive uma incecisão incómoda sobre se deve ou não dá-las.  Depois deste debate interno que tem sobre as rosas chega o marido que a trata com indiferença e incompreensão.

“Feliz aniversário”

Zilda ocupa-se da celebração do aniversário de sua mãe, uma senhora de oitenta e nove anos.  Ao aniversário acodem irmãos de Zilda, as suas esposas deles e também os filhos destes casais.  No conto assistimos ao interior dos personagens e às conversações.  Em geral podemos perceber uma distinção entre os homens que falam em negçócios e trabalho e as mulheres preocupadas com assuntos da vida.  Olária observa os petiscos, vestidos e dedica-se a cuidar os filhos; Cordélia está triste e ausente e Zilda é a encarregada de servir, preparar a comida.   Ante esta família a personagem que se destaca é a velha (“a mãe de todos”), a senhora pensa e sente de forma negativa por causa dos seus filhos, no final chega a cuspir ao chão.

“A menor mulher do mundo”

um explorador francês atopa na África Central uma mulher de 45 cm de altura, de quem se diz que é a menor mulher do mundo estes dados publicam-se em múltiplos jornais e por esta razão as famílias de distintas partes do mundo fazem valorações sobre esta mulher.  Pequena flor (como chama o explorador a esta mulher) considera-a uma rareza, sente compaixão por ela e está feliz pelo seu encontro.  A mulher que estava grávida também sente algo pelo explorador mas não curiosidade, mas amor.  O amor desta mulher é contraposto ao amor do homem, ela sente um amor que pode ser equivalente a sentimentos agradáveis, como gostar duma camisola, sapatos, etc.  Estes sentimentos agradáveis levam a faze-la rir o que provoca espanto e horror por parte do cientista.

“O jantar”

Um homem come num restaurante enquanto uma primeira pessoa (narrador) o observa.  Nesta refeição o narrador olha como come e bebe, mas também como ao mesmo tempo limpa o rosto de uma lágrima que se mostra na face.  No final da história umas palavras do narrador explicam que não consegue comer por causa de um assassinato.

“Preciosidade”

Uma rapariga adolescente (15 anos) levanta-se todos os dias põe os sapatos de salto que se oem em toda a casa, corre para apanhar o autocarro e depois vai à escola.  A moça vê sempre os esmos homens (os dous motoristas, os rapazes da escola no corredor …) durante o percorrido para chegar ao seu destino.  Um dia concreto ela por acaso levanta-se antes e faz o trajecto em diferente horário este facto faz com que atope dous homens em direcção contrára à sua, isto ocasiona que num momento se vai cruzar.  A menina sofre nesses momentos antes de encontrá-los e tem muito medo, mesmo pensa em fugir para a casa.  No conto vemos que se produz um encontro violento no qual as olhadas são aterradoras e as mãos agarram o seu corpo e finalmente produz-se a violação.  A protagonista vai depois à escola e quando chega a casa diz que não volta pôr sapatos com salto porque quer sentir-se feia.

“Os laços de família”

Neste conto há um encontro entre mãe e filha (Catarina) porque a mais velha visita a casa onde a filha mora com o marido e a sua criança.  Vemos como a filha sente quanto quer a sua mãe e também como a mãe quer a Catarina.  O marido quando Catarina volta da despedida da sua mãe encontra-se lendo o jornal porque ele pensa que “o sábado é seu” enquanto a criança está no quarto.  Catarina num arrebato fora da rutina agarra o filho e vai embora deixando o homem cheio de insegurança e vervoso.  Finalmente, decide que à noite os dous, ele e a esposa, iriam ao cinema.

“Mistério em São Cristovão”

Este conto trata sobre uma família que vivia de forma confortável porque não tinha problemas económicos na actualidade nem outros problemas maiores.  O conto centra-se numa rapariga que, enquanto todos vão para a cama, fica olhando o jardim e cheirando os jacintos duma janela do seu quarto.  Nessa noite tres homens vestem-se com máscaras representando um galo, um touro e um cavalheiro do diabo.  Estes mascarados entram no jardim para roubar os jacintos, mas o galo corta o jacinto maior, canta o galo  e un dos mascarados topa com a olhada da moça facto que faz fugir a todos.  A rapariga que vira tudo resulta afectada fortemente e a família agora com contrariedades deve voltar a ter a serenidade do princípio do conto.

“O crime do professor de matemática”

Um homem enterra un cão em substituição do cão que abandona a família.  O personagem que está a realizar esta acção no cimo de uma montanha vê como os habitantes da cidade vão à missa.  A igreja faz pensar ao homem quanto deja punir o seu pecado de deixar o seu cão abandonado.

“O búfalo”

Mulher fortemente angustiada pelo ódio vai ao Jardim Zoológico onde tenta que os seus sentimentos de ódio e o desejo de matar sejam mais fortes para ela.  No fim do conto encontra com o búfalo que a olha de frente, ela também os seus olhos onde vê a pessoa que produ o ódio.  Na última linha podemos perceber que o búfalo a mata.

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