Pega no livro

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Encontro com a María Reimóndez. En vías de extinción.

Lendo Lendas con María Reimóndez

Lendo lendas Terça-feira 27 do 11 do 2012

Outra nova agradável velada para o nosso clube. Esta vez acompanhou-nos, e lhe estamos muito agradecidos, María Reimóndez. Comentamos o seu último livro “En vías de extinción” mentres partilhamos umas cervejas e algo de empanada.

A primeira meia hora aguardou María pacientemente, assinando livros e á espera que chegassem os que tinham choio até última hora.  Fomos dez membros do Lendo lendas. E daquela começaram as perguntas e comentários.

L.L. : Quanto tempo che levou escrever o livro?

Maria: Muito. Sete anos pensando nas personagens e formando unha idéia sólida deles e da história que queria contar, tomando alguma nota. Depois, três semanas intensíssimas de escrita até ter uma primeira versão.

L.L. : Que significado tem o “mono a conduzir o carro” da página escrita em alemão? Não resta valor á obra os textos intercalados em inglês e alemão.

Maria: Acho que não. A obra entende-se perfeitamente sem entender esses breves textos. Alem disso têm uma intencionalidade, é uma chamada de atenção á leitora, ser conscientes de que mais línguas ampliam o campo do conhecimento. Isto é mais acusado em falantes de línguas hexemónicas, como o inglês ou o castelhano, onde a expressão noutras línguas produz uma autêntica sorpressa.

De feito a autora decidiu que na tradução para o castelhano ,que já está em marcha, os diálogos ficarão em galego com um anexo de palavras ao final do livro.

Os textos em alemão são letras de canções dum grupo germano com muita retranca.

Aqui começamos a falar sobre a estrutura da obra com saltos no tempo marcados em cada capítulo com uma analogia ás capas das árvores. Entre os leitores houve de todo, gente que lhe custou seguir esse fio nas historias e gente que leu com completa fluidez.

Depois passamos a falar da familiaridade da obra  para todos nós, pois todos tínhamos algo com que sentir-nos identificados, mesmo com varias cousas. Aqui, a nossa membra viguesa começou a falar do seu enganche com a historia já desde o primeiro capítulo, nomeado de “Toxo”, xogando entre o nome da árvore e o carácter da protagonista, e como lhe saia o sorriso nas coincidências. A visão de Maria é que a protagonista está construída nas extremidades com quatro ámbitos nos que se posiciona fora do comum e por tanto  dificilmente associável a uma pessoa em concreto. Comentava também que precisamente esse viver no diferente dá a riqueza de conhecer o duplo, pois quem vive no centro só pode conhecer o lugar comum das cousas.

E mais ou menos nesse tempo a colega da Ulha leu-nos a súa crónica da obra que será subida a outra entrada deste blogue. E prosseguimos com as perguntas.

L.L. : De onde es Maria?

María: Sou de Lugo cidade, mas a minha principal fonte lingüística provem da zona de Becerreá, da minha família paterna. Também sou um pouco de vários sítios porque pela minha profissão de tradutora devo ter um contacto profundo com diversas culturas. Escócia, Alemanha, Tamil Nadu.

L.L. : Porque explicas ao final explicitamente que esta obra não é autobiográfica?

María: Porque há um discurso muito estendido nos comentaristas dos livros a fazer esse tipo de vinculações biográficas e quis desmarcar-me axinha dessa questão.

E sem prolongar muito mais a juntanza passamos a votar qual seria o seguinte livro para ler no Lendo lendas e Maria opinou que ela gostara de “Poderosa” de Sérgio Klein, dentro dos que tínhamos na lista para escolher, mas ao final saiu eleito “Azul Corvo” de Adriana Lisboa.

Lendo Lendas con María Reimóndez (1)

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Autor: peganolivro

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