Pega no livro

Clubes de leitura da Galiza com algum livro em português

Koldat-Koldita-Koldé: Abre-te, Porta do Além

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O Mistério da Escada Interior, em Tuga-Lugo-Lendo

Adela Figueroa apresentou O Mistério da Escada Interior na EOI de Lugo no dia 15 de maio. A atividade era organizada pelo departamento de português da escola e o clube de leitura Tuga-Lugo-Lendo.

Depois de A Xanela Aberta (Poesia) e de Madeira de Mulher (narrativa), Adela envereda neste livro pelos trilhos do Teatro Infantil, de mãos dadas com a ilustradora Celsa Sánchez.

O campeonato mundial de pool – que se realiza em Lugo todos os anos – é o ponto de partida da história. Chinto, um menino de 8 anos, consegue uma boa de bilhar que acaba caindo por uma das grades que dão passagem aos corredores interiores da muralha de Lugo. Chinto e a sua irmã Nela descem ao interior da muralha, onde encontram Cássio, filho de um soldado ao serviço de Roma e de uma princesa local. Cássio continua à espera do regresso do seu pai Gálico, com que começara a jogar uma partida do jogo romano do Décim Scripta.

A peça conduz-nos então do Lugo atual para o Lucus romano e para a Kallaikia céltica que daria nome à Gallaecia. Da mão da Adela e da Celsa viajamos também à Cidade do Faro, onde combatem as hostes do brigante Brigaom e o soldado Gáulico, gaulês ao serviço de Roma.

Apesar das muralhas e das brigas entre exércitos, é esta uma peça de encontros entre mundos diversos: o de hoje e da antiguidade; o de Roma e os povoadores prévios da Galiza — e nomeadamente entre o mundo dos vivos e o mundo do além.

A Porta ao Além da freguesia de Oburiz (Guitiriz) joga um papel importante no fim de peça, que não desvendaremos aqui. Curiosamente, alguns membros do nosso clube de leitura visitaram nesta mesma primavera a Portalém do Monte do Seixo, em Cerdedo, numa excursão organizada pelo departamento de galego da escola.

A apresentação da Adela foi feita com recurso às – inspiradíssimas – imagens da pintora Celsa Sánchez. E acabamos todos de mãos dadas recitando as palavras mágicas Koldat Koldita Koldé. Ficamos também a saber a incrível estória da Rua das Estântegas, ao pé das muralhas e no local que antigamente ocupava uma necrópole romana.

Muitos dos assistentes quiseram ir para a casa com uma edição do livro, o que demonstra que, como referiu a Belém, há contos que são para crianças de 0 a 100 anos.

Oxalá que a peça venha a ser representada por miúdos ou graúdos, e que a Adela continue a aproveitar a bem merecida reforma para escrever muito mais. De Tuga-Lugo-Lendo, obrigados a ela e a todos os assistentes ao evento.

Joseph

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Autor: peganolivro

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