Pega no livro

Clubes de leitura da Galiza com algum livro em português


A casa das belas adormentadas (Yasunari Kawabata)

Este livro merece duas crónicas devido á disparidade de critérios e pelo mesmo motivo vai ficar sem pontoar pois uma nota meia obtida de valores extremos não representaria a nenhuma das opiniões.

Crónica negativa:

Em resumo uma história repulsiva, o que não sei é como se dá lido até o final, se calhar por ser pequeno e abonda com quatro horas para chegar á derradeira página, um límite assumível para uma leitura desesperante. Difícil gostar do argumento e tampouco a escrita não resulta fermosa. Esperava-se algo mais sabendo que o autor é prémio Nobel. E o mais surprendente e desacougante é a obsessão por lhe tocar os dentes ás pobrinhas rapazinhas indefessas.

Crónica positiva:

Esta pequena novela, que ten como protagonista a un home vello, é unha reflexión moi interensante sobre o paso do tempo, a vellez, a soedade, a busca da felicidade, o erotismo, a morte,… cun final moi aberto e perturbador.
Considero que está moi ben escrita, mais tamén que é absolutamente desacougante.

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A viaxe de Gagarin, de Agustín Fernandez Paz

O nosso livro bimensal não levantou desta volta grande paixão.
Reconhecemos admiração em quanto aos trabalhos do autor em pedagogia e também os seus méritos em obras de literatura juvenil. Mas isso é precisamente o maior defeito que lhe vimos a este romance, parecia escrito para adolescentes.
Uma história dos anos da ditadura que foi vivida por todos os membros do clube e que não nós surpreendeu na sua descrição. Um amor proibido de adolescentes , uma rapariga de família do bando repressor e um rapaz do bando operário, na Galiza dos anos sessenta.
O que valoramos como mais interessante foi o bem relacionado e guiado da narração da conquista espacial com o malogrado Iuri Alekseievitch Gagarin como protagonista. Um contraste entre a modernidade daquela época e a miséria educacional do regime que percorria no mesmo momento histórico.


A Rainha Ginga (Eduardo Agualusa)

Um bom livro na opinião dos leitores do clube. Produzido trás uma abundante documentação narra uns feitos históricos pouquíssimo conhecidos na Europa e menos ainda na Galiza, onde a nossa relação com a África se passa por caminhos com várias derivadas.
As guerras da Angola, conquistada por portugueses, holandeses e entremeias, coma sempre, os distintos bandos locais, a favor ou em contra dos invasores em função dos próprios interesses ou das próprias forças.
Peculiar vida a desta rainha que se nos introduz numa narração que tenta tenhamos certa perspectiva do ponto de vista da Ginga nativa. Essa visão será a través dos olhos dum padre brasileiro.
E como mostra desta variopinta peculiaridade da rainha vemos os nomes que possuiu na sua vida: Ana de Sousa, Ngola Ana Nzinga Mbande e Rainha Ginga.
Pela parte dos reproches fica o de que o título dá a entender que a rainha vai estar presente na maior parte do livro, não sendo assim por mor do protagonismo do padre narrador, que passa meses inteiros (e por tanto capítulos inteiros) em lutas e intrigas na sua terra natal de Pernambuco, onde portugueses e holandeses também dirimiam as suas disputas.


A memoria da chuvia (Pedro Feijoo)

Um livro para entreter e o melhor de tudo é que essa foi o pretendido polo autor segundo conta numa entrevista. Estás de férias? Gostas de ler na praia? Pois deita-te na toalha e le esta história.
É um romance policiaco onde acontecem umas poucas mortes (ou muitas) e onde a intriga e o suspense mantêm-se a um ritmo adequado.
O fio do relato está acompanhado da poesia de Rosalia de Castro e a relação entre os poemas e a investigação dos crimes está magnificamente urdida. Chegas ao final do livro e estás desejando ir a internet na procura de quanto há de realidade na história.
O desenlace prolonga-se durante dúzias de páginas mas sabe manter o ritmo.
Houve na juntanza quem afirmou ter lido algum livro do afamado detective Carvalho da saga do falecido Montalban e na comparação a “A memoria da chuvia” saia ganhadora. Isto é uma boa mostra da qualidade da obra.
Na correspondente votação realizada entre os membros assistentes do clube, o livro acadou uma valoração de 7.1 pontos sobre um total de 10.


Homenaxe a Severiano

O 23 de novembro do 2014 Bretoña fíxolle honra ao seu nome, coma tantas veces, hoxe non podía faltar. Pois neste país de brétemas, o barruzo que ven en forma de nuvem dende a mariña, e cambia no monte de Carracedo convertíndose en pequeniñas pingas de auga, que veñen a caer enriba das nosas cabezas, nas nosas terras, nas nosas árbores, axudándolles a medrar e fortalecéndoas, e tamén contribuíndo, penso eu, a formar o carácter dos britonienses.

carracedo

Un grupo de veciñ@s, amig@s, integrantes do clube de leitura Paco Martín e da asociación Auruxeira, reunímonos no teleclub, para ir xuntos (a unión fai a forza) ata o cemiterio, onde repousan os restos de quen hoxe faltaba, e a quen iamos a homenaxear, o noso amigo Seve.

Cesar, un magnífico gaiteiro de Cantabria, ropeu o xeo,  interpretando Viva la Montaña, pasando logo Antonio a ler un escrito firmado polos alí presentes de recordo e recoñecemento.

Tamén participou o Joseph, por boca de Belén, con quen disfrutamos da fermosa paisaxe que nos agasalla o “rio Miño entre Salvaterra e Monçao, entre Galiza e Portugal” cunha mensaxe chea de gratitude e lembranza e co poema de Celso Emilio Ferreiro, Irmáus.

Despois, o escultor Villapol, elevounos durante uns minutiños a otros lugares, outras dimensións, outros mundos, entre seres mitolóxicos e trovadores, algún sitio a onde Seve debeu de ir, e onde agora debe estar.

A Marcha Procesional de Pontevedra saíu de novo da gaita de Cesar, introducindo as poesías Unha vez de Celso Emilio Ferreiro, que nos ofreceu Paula, e  Poema do home que quixo vivir de Bernardino Graña, que  trouxo Sigrid.

Como non nos conformamos co efímero que son as palabras no aire (aquí somos así), decidimos gravalas nunha plaquiña de aceiro onde recollemos a estrofa

“A memoria será ao final

     un lugar no que atoparse.”

de Baldo Ramos, para que así ficase para sempre.

Por último,  non podendo ser doutra maneira, o Himno do antigo reino de Galicia foi o que o gaiteiro cántabro fixo soar, unha das pezas preferidas de Seve.


Tabucchi, no clube Léria

O clube de leitura Léria, da EOI de Santiago de Compostela, inicia a sua atividade deste ano académico com Afirma Pereira, de António Tabucchi. A sessão de manhã será no dia 11 (12h00) de novembro e a de tarde no dia 12 de novembro (20h15), na própria EOI.
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Aqui podem ler uma reportagem da Visão sobre Tabucchi e a sua relação com Portugal.
Na biblioteca já há exemplares de Neighbours, de Lília Monplé, uma das seguintes propostas de leitura.